quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Um dia comum de trabalho "sem segurança" pode se transformar num dia mor...
RISCOS CONTROLADOS: SEGURANÇA DO TRABALHO.
A indústria siderúrgica cearense está passando por um redimensionamento Significativo e isso resulta numa maior oferta de postos de trabalho. Por isso, é importante ressaltar a atuação dos profissionais de segurança na identificação e no controle dos riscos dessas atividades. Esse é o alerta do engenheiro Thomas Torres, Especialista em Segurança do Trabalho e instrutor do Senai. “As denominadas ‘profissões de risco’ normalmente caracterizam-se pelo cruzamento da alta probabilidade de ocorrência do acidente com a alta gravidade do dano, e o cerne da questão está em planejar o trabalho e utilizar as técnicas, métodos e tecnologias disponíveis para reduzir a probabilidade desse acidente acontecer, bem como as suas consequências, deslocando o nível de risco para dentro da chamada faixa de ‘risco aceitável’”, explica.
Em uma siderúrgica, muitas são as funções consideradas de risco, como as que envolvem trabalhos em altura, na execução de trabalho em espaços confinados, serviços em instalações elétricas, atividades com máquinas e equipamentos, movimentação, transporte e operação de carvão e matérias-primas, as atividades de manutenção (soldas, reformas ou pinturas), transporte de materiais e chapas metálicas, transporte suspenso de cargas, carregamento e descarregamento de cargas, tarefas com produtos/subprodutos de forno de coque; trabalhos com exposição a substâncias tóxicas, atividades envolvendo fundição, moldes e extração de peças etc.
Para ajudar a reduzir esses riscos, o engenheiro Thomas Torres acredita que as empresas, por meio da alta direção, podem ajudar a mitigar os riscos com o desenvolvimento de uma cultura de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, o que envolve desde o atendimento às normas técnicas e regulamentadoras até a gestão das questões relacionadas à saúde e segurança.
Thomas Torres lembra, também, que as equipes de segurança do trabalho – representadas por gerentes da área de SST, Engenheiros de Segurança, Médicos do Trabalho, Técnicos de Segurança e demais componentes do SESMT, especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – devem buscar a constante identificação e análise dos riscos e, consequentemente, atuar, prioritariamente, na fonte destes riscos, visando eliminá-los ou minimizá-los, adequando e melhorando os métodos e a administração do trabalho na empresa e subsidiando a alta direção com informações para uma gestão inteligente dos aspectos relacionados à saúde e segurança dos trabalhadores. “Já os trabalhadores devem cumprir fielmente as normas de segurança da empresa, ajudando a disseminar a cultura de prevenção de acidentes e doenças do trabalho e contribuir com a redução dos fatores de risco nos ambientes laborais”, recomenda Thomas Torres.
Treinamento
Outro ponto destacado pelo especialista em Segurança do Trabalho é com relação à importância da capacitação e treinamento, pois cada profissão requer, para o seu adequado desempenho, a necessidade de competências que normalmente são adquiridas com capacitação e treinamento, bem como requer habilidades e atitudes específicas.
Do ponto de vista de segurança no trabalho, o engenheiro Thomas Torres lembra que, além dessas questões, a aptidão física pode interferir na execução segura de determinada atividade laboral. Dependendo dessa atividade e dos fatores de risco a que o trabalhador está exposto, a própria legislação, muitas vezes, prevê treinamentos periódicos de reciclagem, com foco na prevenção de acidentes e doenças. Contudo, a própria empresa, com base na análise de risco das suas atividades, pode optar por realizar treinamentos específicos ou reciclagens adicionais, quando entender que estas ações contribuirão para um ambiente de trabalho mais seguro.
Para o jovem que está em busca do primeiro emprego e é escalado para atuar numa profissão de risco, Thomas Torres aconselha: “que esse trabalhador, não só o da siderurgia, mas de qualquer atividade, siga as normas e procedimentos de trabalho seguro, determinados pela empresa, e que evite qualquer desvio dos padrões. Recomendo, ainda, que ele procure entender quais os riscos relacionados à sua atividade decorrentes do uso de matérias-primas, insumos, máquinas, equipamentos, rotinas de trabalho etc, procurando desenvolver a percepção do risco, de modo a se antecipar e evitar situações perigosas”, diz. “Também recomendo que, em caso de dúvida, o trabalhador procure imediatamente sua supervisão e os profissionais de Segurança do Trabalho da empresa, capacitados para orientá-lo na execução segura das atividades.
Fonte: http://inclusaoprofissional.diariodonordeste.com.br/v7/cadernos-especiais/caderno-5/riscos-controlados-seguranca/
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